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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Lost e o Convite de Bruno Carvalho


POR BRUNO CARVALHO
Breves comentários do meu recente “retorno” à ilha após três anos do fim da série

Recentemente eu terminei uma maratona de LOST  que comecei no final do ano passado. Foi a primeira vez que assisti à série novamente na íntegra após o seu fim  em 23 de maio de 2010. Aproveitei que a Aline Diniz nunca havia visto (pois é!) e a acompanhei pelos 121 episódios que compõem as seis temporadas. A princípio imaginei que esta poderia ser uma experiência maçante, já que que boa parte da graça da série era descobrir os mistérios inéditos. Mas assim como John Locke ao final da segunda temporada ou Jack Shephard ao final da quinta, eu estava errado. Foi uma experiência bastante agradável, que me permitiu focar em elementos que na época da exibição na TV não pude perceber ou não dava importância, e até mesmo ignorar passagens ou tramas que sabia que não renderiam muito.

Ainda que apresente alguns momentos de baixa, LOST continua sendo uma série incrível e que “envelheceu” muito bem. Em nenhum momento ela soa datada e, acompanhando em sequência, foi possível ver com mais clareza que seus roteiristas – gostem ou não – sabiam , na maior parte do tempo, o que estavam fazendo. Não ter que esperar de oito a dez meses por uma nova temporada também foi interessante, possibilitando ver e entender melhor o esforço narrativo de seus realizadores ao sempre introduzirem uma nova forma e estilo de contar a história a cada ano, seja com os flashbacks na ilha que começaram a surgir na segunda temporada, os flashforwards ao final da terceira, toda a brilhante quinta temporada com as viagens no tempo, culminando nos controversos “flashsideways” do sexto ano.

E, novamente, gostando ou não, todo o esforço técnico e criativo de LOST é um paradigma até hoje a ser batido. Além disso, desafio àqueles que torceram o nariz para a sexta temporada a reassistirem já “sabendo” a natureza daquela realidade introduzida. Repleta de auto-referências, rimas narrativas e até mesmo piadas internas, a temporada final é uma homenagem elegante de seus realizadores à própria série e aos fantásticos personagens criados e desenvolvidos ao longo de seus anos. O final, ao lado do de Six Feet Under, continua sendo pra mim um dos momentos mais emocionantes que a TV moderna proporcionou e que encerra muito bem a espetacular jornada dos sobreviventes do voo 815, dos “hostis” da ilha, dos membros da Iniciativa Dharma e, por que não, de Jacob e do Homem de Preto.

Recomendo que, se puderem e tiverem a oportunidade, façam o mesmo. Essa série merece.

Postado por WM Internet as 10:46 e tem 0 comentarios
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